Rafael Ferreira Rosenhayme pegou o Bonde Andando em 3 de outubro de 1978, no Rio de Janeiro. Desde então vem tentando, sem sucesso, assumir o comando da viagem.
Enquanto isto não acontece, costuma trabalhar como analista de marketing, namorar, beber chope com os amigos, ir ao cinema, ler, ouvir música, sair à noite, ir à praia, fotografar e, de uns tempos para cá, colocar no ciberespaço um pouco daquilo que vê pela janela durante o trajeto.
Esta página não pretende tratar do cotidiano deste ilustre desconhecido, mas de suas impressões e opiniões sobre as coisas que acontecem pelo caminho. Para os que decidiram seguir, boa viagem.
rango Tagliolini al nero di sepia con salmone affumicato Da Brambini
livro Bebê: manual do propritário Joe Borgenicht e Louis Borgenicht
livro Paraísos artificiais Charles Baudelaire
cinema O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias Cao Hamburger
cinema Os Infiltrados Martin Scorsese
show New Order Vivo Rio
cinema Volver Pedro Almodóvar
música Gulag Orkestar Beirut
cinema Pequena Miss Sunshine Jonathan Dayton e Valerie Faris
Nesse meio tempo (tempo e meio seria mais adeqüado) em que estive afastado daqui, uma das coisas à qual mais me dediquei foi a culinária. Ainda estou longe de ser um chef, mas até que tenho me saído bem com as panelas. As cobaias nunca reclamaram. Se bem que elogio de mãe e mulher não contam muito.
De vez em quando invento alguma receita, mas no geral recorro aos livros e ao Google. Fuçando pelas buscas, descobri um monte de sites e blogues bem interessanets sobre o assunto. Os primeiros que acabei conhecendo foram o mixirica e o senhor prendado.
Livros eu já comprei uns e ganhei outros. Entre os mais bacanas estão os da coleção A Grande Cozinha da Abril. Boas receitas, fáceis de fazer e com dicas importantes. E tem até indicação de harmonização com bebidas para impressionar os comensais. Só que, até o momento, não encontrei nenhum prato que case bem com a Velho Barreiro lá do armário. |
Setembro 20, 2007
17:44 .. Lar, novo lar
Proposta feita e aceita. Dia primeiro de outubro, antevéspera de meu aniversári, assino a escritura do meu apê. Fica na Ilha do Governador mesmo, para ficar perto dos meus pais e sogros. E para a criança poder brincar de pique, soltar pipa e outras diversões suburbanas que fazem bem à saúde. |
Setembro 17, 2007
18:46 .. Pacote completo
Toda criança tem uma mãe. E a mãe da minha criança é a Karina. Nos conhecemos em 97. Era final de agosto, aniversário da minha irmã. Ela apreceu lá em casa, no melhor estilo a sorte bate à sua porta. Aqui, em nome da verdade, sou obrigado a deixar de lado a modéstia: logo que bateu os olhos em mim, ela gamou. Minha prima nos cupidou. Ficamos, namoramos, separamos, voltamos. Enfim, nos amamos há dez anos. E nos enrolamos durante o mesmo tempo.
Agora levamos um empurrãozinho e estamos começando nossa vida 2.0. Vida no plural. Pacote completo. Correndo atrás de apê, de aumento de salário, de pedreiro, de roupinhas para criança, de livros com dicas, geladeira, fogão, televisão e, principalmente, de maturidade.
A expressão caiu a ficha ganhou um sentido novo para mim. Aliás, vem ganhando. Assim, aos poucos. Da mesma forma que, aos poucos, as células do(a) meu(minha) filhote(a) vão se multiplicando. É um aos poucos meio rápido. Se bem que minhas referências cronológicas também estão meio confusas. De uma hora para outra, passei a contar o tempo em semanas.
Olho mais vezes para um lado e para o outro antes de atravessar a rua. Paro em vitrines de lojas de brinquedo. Olho a sessão de pediatria das livrarias. Me emociono com as roupinhas que vamos ganhando. Penso em nomes, cor para parede, enfeites pro quartinho.
Enfim, entrei num turbilhão maluco. Na maior e mais louca montanha russa do universo. E estou amando. Não canso de jogar os braços pra cima e gritar uhu!