Rafael Ferreira Rosenhayme pegou o Bonde Andando em 3 de outubro de 1978, no Rio de Janeiro. Desde então vem tentando, sem sucesso, assumir o comando da viagem.
Enquanto isto não acontece, costuma trabalhar como analista de marketing, namorar, beber chope com os amigos, ir ao cinema, ler, ouvir música, sair à noite, ir à praia, fotografar e, de uns tempos para cá, colocar no ciberespaço um pouco daquilo que vê pela janela durante o trajeto.
Esta página não pretende tratar do cotidiano deste ilustre desconhecido, mas de suas impressões e opiniões sobre as coisas que acontecem pelo caminho. Para os que decidiram seguir, boa viagem.
rango Tagliolini al nero di sepia con salmone affumicato Da Brambini
livro Bebê: manual do propritário Joe Borgenicht e Louis Borgenicht
livro Paraísos artificiais Charles Baudelaire
cinema O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias Cao Hamburger
cinema Os Infiltrados Martin Scorsese
show New Order Vivo Rio
cinema Volver Pedro Almodóvar
música Gulag Orkestar Beirut
cinema Pequena Miss Sunshine Jonathan Dayton e Valerie Faris
Sexta passada acordei às 6h30 da manhã para ir à praia. O programa foi ótimo, mas me deu uma lombeira danada de boa depois. Resultado: chapei no sofá da sala da patroa e só acordei depois de horas e horas, perdendo o show do Nação Zumbi no Circo.
Isso me lembrou uma história meio chata. Certa vez, não lembro bem se em 96 ou 97, Chico Science e a Nação Zumbi fizeram um show no Circo Voador. Eu e mais uns camaradas combinamos de ir ao show. Nos reunimos na casa de um deles para fazer um esquenta. Caía um toró brabo naquele dia. Cerveja vai, cerveja vem, decidimos que seria melhor deixar o show para uma próxima. Aquela chuva nos deixou meio preguiçosos.
Pouco tempo depois Chico Science acidentou-se fatalmente de carro num avenida de Olinda. Perdi minha única oportunidade de vê-lo no palco. E todos que foram ao circo na tal noite em que eu não estava lá, disseram que o show foi antológico. |
Janeiro 24, 2006
18:07 .. Recordar é viver
Brasileiro tem memória curta. Taí uma pérola da baixa autoestima brasileira que ninguém esquece. Desde 1998, o site Memória Viva vem andando na contramão desse pensamento. Apesar de todos esses anos de vida, só esbarrei nele ontem, por causa de um email de uma amiga do trabalho.
A mensagem trazia links para algumas edições da revista O Cruzeiro que foram digitalizadas pelo pessoal da página. Há também exemplares de O Malho e Careta, além de biografias de gente como Noel Rosa, Raul Seixas, Café Filho e Luz del Fuego. O site parece estar meio parado. Na página de atualizações ainda constam destaques de outubro passado. Mesmo assim vale a visita e os parabéns pela iniciativa. |
Janeiro 18, 2006
14:12 .. Dica
Para quem costuma ler sites sobre propaganda e marketing em inglês: advertopedia.com, um dicionário de termos técnicos, formatos de anúncio e coisas do gênero. |
Janeiro 16, 2006
19:10 .. 1/20
É esse o tempo em segundos que uma pessoa leva para julgar um site. Pelo menos essa foi a conclusão a qual chegou um estudo feito pela Universidade de Carleton, em Ottawa, no Canadá. Ou seja, se você pegou o Bonde Andando por acaso e chegou até este ponto do texto, em tese, o visual do blog te agradou logo nos primeiros instantes em que você bateu com os olhos nele. Veja a notícia completa publicada aqui.
Vendo por esse prisma, o conteúdo é secundário na escolha. Agora, se você é uma das três pessoas que bate ponto aqui quase que diariamente, recomendo que procure um médico. Provavelmente algo mais que o meu lindo corpinho virtual te atraiu. E acho que disso a pesquisa não deu conta. Qual o peso da forma e o do conteúdo na fidelização dos visitantes? E o papel da navegação, dos serviços e da periodicidade de atualização? O que o Jacob Nielsen e a galera da usabilidade tem a dizer sobre isso? Acho que tem gato mestre demais nesse mundo. Ou vai ver que estou apenas um pouco chateado em pensar que todas as horas que passo no trabalho penando e fazendo coisas servem para alguém gostar ou não em um vigésimo. |
Janeiro 13, 2006
15:52 .. Gerimum sozinho
Uma nota publicada no Blue Bus essa semana falava de uma pesquisa sobre a relação das pessoas com a música nos dias de hoje. O estudo, feito pela Universidade de Leicester, Inglaterra, concluiu que estamos vivenciando um processo de comoditização da música. A causa seria o avanço tecnológico. Segundo psicólogo Adrian North, coordenador da pesquisa, a facilidade com que se baixa e se escuta músicas atualmente acabou por diminuir o "investimento emocional" das pessoas em relação à música. A princípio, sem pensar muito, tendo a concordar com essa conclusão.
Na minha opinião, o que também contribuiu muito para essa mudança de postura em relação à música, pelo menos aqui no Brasil, foi a indústria do jabá. Sempre com a intenção de vender milhões de cópias, a indústria fonográfica apostava na criação de bandas ou artistas e até mesmo gêneros da moda. Teve a época do sertanejo, a do pagode, a do axé e por aí vai. Durante muito tempo as grandes gravadoras investiram fortunas na massificação das tais "músicas de trabalho" nas rádios, os famosos ?hits de verão?. São aqueles que você escuta dez vezes por dia se deixar o ponteiro do dial estacionado na mesma emissora.
De uma certa forma, o tiro parece ter saído pela culatra. As pessoas se acostumaram a consumir cada vez mais os tais hits e cada vez menos os artistas e seus álbuns. Para que pagar trinta e tantos dinheiros em um disco da banda Carrapicho se o que interessa é apenas o bate forte o tambor e só durante esse verão? E não demorou muito para o pessoal perceber isso, passar a pagar cinquinho em Camelot e deixar as gravadoras de cabelo em pé com a queda das vendas e dos lucros.
Mas parece que essa prática do jabá está com os dias contados. Pelo menos é o que diz uma matéria do JB que descobri lendo o Grave outro dia. Seria ótimo para acabar com a imposição de coisas, ruins ou não, das gravadoras. Abriria mais espaço para novos artistas e até mesmo para divulgação de outros aspectos da obra de artistas já consagrados. Quanto à tecnologia, essa vai continuar evoluindo e contribuindo para mudanças de hábitos. O que não é nem bom nem ruim. Se por um lado ela contribui para o aumento da comoditização da música, por outro ela permite que pessoas que são aficionadas possam ter contato com coisas que jamais conheceriam antes. E viva o livre arbítrio. |
14:36 .. Chuck Norris Facts
Chuck Norris' tears cure cancer. Too bad he has never cried. Ever.
Esta e outras curiosidades curiosas sobre este ícone do cinema porradaria americano você encontra aqui. |
Janeiro 09, 2006
15:38 .. Para contrariar...
... o que acabei de afirmar no texto abaixo, gostaria de elogiar aqui o sistema de cadeiras numeradas do cinema do Armazém Digital. Não fosse esse esquema civilizado de receber as pessoas numa sala de projeção, provavelmente eu teria assistido ao filme (Os produtores) colado na tela.
Por que os outros cinemas não fazem o mesmo? Seria tão mais simples assistir a um filme. Além de ser mais justo com quem se planejou com antecedência, chegou cedo ao local e comprou seu ingresso para poder jantar ou fazer qualquer outra coisa enquanto o filme não começa. Do jeito que é feito hoje em dia, a única programação que você pode fazer é a da hora de chegar para enfrentar os intermináveis minutos desperdiçados numa fila idiota.
E como tem gente que gosta de fila por aí! Muitas vezes, 30 ou 40 minutos antes do início do filme, já tem gente em pé na frente da sala. O problema é que se você não se juntar aos apressadinhos, acaba correndo o risco de ficar num péssimo lugar. Por isso que lanço aqui uma campanha pela obrigatoriedade do lugar marcado no cinema. Conto com a colaboração dos meus três leitores para levar issa idéia pra frente. Viva o lugar marcado no cinema! |
14:37 .. Não se pode elogiar
Foi só eu falar bem do trânsito durante as férias para que eu viesse a sofrer as conseqüências trágicas do elogio feito antes da hora. Ontem fui com a Karina ao cinema em Botafogo. E por uma conjunção de fatores bizarros, quase perdemos a sessão. Onde já se viu, programar para o mesmo dia um show do Babado Novo no Aterro do Flamengo, o desmonte da árvore de natal da Lagoa e ensaios técnicos de escolas de samba na Marquês de Sapucaí? Isso é mais complexo que o alinhamento de Júpiter com Saturno no quarto quadrante da lua minguante!
O resultado dessa "melódia" foi um engarrafamento insuportável em boa parte da cidade. Perimetral parada, Presidente Vargas cheia de retenções e eu no meio de tudo isso. Apesar de ter saído mais de uma hora antes do horário de casa, cheguei ao cinema a cinco minutos do início da sessão. Por sorte, meu camarada Daniel já tinha comprado meus ingressos e entramos sem problemas.
Aí, depois de um domingão de cinema e japa, acordo hoje no horário de sempre e venho para o trabalho. Tudo calmo na Ilha, Linha Vermelha com tráfego fluindo bem, tudo colaborando para eu chegar antes da hora no trabalho. Mas quando chego à Leopoldina começo a ficar puto de novo. Tudo parado. Dessa vez o motivo era uma manifestação de donos e motoristas de kombis e vans contra Garotinho. Tudo bem, eu concordo que o nosso ex(?)-governador é uma merda, mas precisavam protestar contra ele logo hoje e logo no meu caminho? Bom, eu que estava adiantado acabei chegando atrasado ao trabalho. Maldita hora em que elogiei o trânsito de janeiro. |
Janeiro 06, 2006
15:24 .. O fim do sapinho
Essa é a proposta de um novo produto que será lançado no próximo carnaval baiano: acabar com esta e outras pragas que podem ser transmitidas através do beijo, como a cárie. Feito a base de própolis, o spray se chamará Beije e foi desenvolvido por um laboratório ligado à Uneb. Agora, durante aquela micareta suada, você pode beijar quantas pessoas quiser. Dá para encarar até aquela gatinha ou gatinho 1001 sem medo de ser feliz. Não está acreditando? Veja a notícia aqui. |
Janeiro 04, 2006
16:06 .. O que o homem vê?
Ontem à noite parei pela primeira vez para dar uma olhada no FX, canal da Fox voltado para o público masculino recém-adicionado à grade de NET. Fiquei vendo aquilo e me senti um pouco como peixe fora do aquário. Segundo a proposta do canal, os homens vêem basicamente violência, carros, séries de investigação ou policiais e mulheres peitudas. Não que eu não goste dessas coisas. Tem até séries bancanas, como a do Batman das antigas e M.A.S.H, mas acho que só isso acaba cansando. E de forma nenhuma resume o que eu vejo.
O pior é a estratégia que eles adotaram para marcar esse posicionamento. Vi duas vinhetas extremamente machistas. Uma era com a velha piadinha sobre as mulheres dirigirem mal. Uma outra, que faz parte de uma série com conselhos para ser uma mulher perfeita dizia: "se não estão com vontade de transar, finjam". Além de pouco criativas, são extremamente anacrônicas. Mas acho que estão cumprindo sua função, que é gerar polêmica e chamar a atenção. Falem mal mas falem de mim, uma estratégia de comunicação muito utilizada por aí. E o mané que vos escreve está contribuindo para espalhar a notícia. Enfim, acho que eles deveriam mudar o slogan para ?o que o homem das cavernas vê?. |
Janeiro 03, 2006
11:34 .. Trânsito livre
Uma das coisas boas para quem está trabalhando nessa época do ano é a melhora do trânsito. Com as escolas e faculdades em férias, além de boa parte dos servidores públicos, as ruas ficam livres de um grande número de carros. Ótimo para quem gosta de ficar uns minutinhos a mais na cama de manhã. |
Janeiro 02, 2006
11:01 .. Feliz Ano Novo
Um ótimo 2006 para todos que passarem por aqui. Aos poucos o Bonde e eu vamos entrando nos trilhos. |