bonde andando
porque tudo na vida é passageiro, menos o cobrador e o motorneiro
o passageiro
Rafael Ferreira Rosenhayme pegou o Bonde Andando em 3 de outubro de 1978, no Rio de Janeiro. Desde então vem tentando, sem sucesso, assumir o comando da viagem.

Enquanto isto não acontece, costuma trabalhar como analista de marketing, namorar, beber chope com os amigos, ir ao cinema, ler, ouvir música, sair à noite, ir à praia, fotografar e, de uns tempos para cá, colocar no ciberespaço um pouco daquilo que vê pela janela durante o trajeto.

Esta página não pretende tratar do cotidiano deste ilustre desconhecido, mas de suas impressões e opiniões sobre as coisas que acontecem pelo caminho. Para os que decidiram seguir, boa viagem.
passatempos
rango
Tagliolini al nero di sepia con salmone affumicato
Da Brambini


livro
Bebê: manual do propritário
Joe Borgenicht e Louis Borgenicht


livro
Paraísos artificiais
Charles Baudelaire


cinema
O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias
Cao Hamburger


cinema
Os Infiltrados
Martin Scorsese


show
New Order
Vivo Rio


cinema
Volver
Pedro Almodóvar


música
Gulag Orkestar
Beirut


cinema
Pequena Miss Sunshine
Jonathan Dayton e Valerie Faris


dvd
O Sétimo Selo
Ingmar Bergman


música
Time Waits
Bud Powell


música
The Sunlandic Twins
Of Montreal


livro
Na volta da esquina
Mário Quintana


tv
A noiva estava de preto
Françoise Truffaut


cinema
Obrigado por fumar
Jason Reitman


passatempos
www.flickr.com
outras linhas
Motocontínuo
Feira Moderna
Viagens de MaWá
Terceira Base
Carne Víbora
Blogus
Blog do André
Villa da Lucia
Sem sono
estações passadas
09/01/2001 - 09/30/2001
10/01/2001 - 10/31/2001
11/01/2001 - 11/30/2001
12/01/2001 - 12/31/2001
01/01/2002 - 01/31/2002
02/01/2002 - 02/28/2002
03/01/2002 - 03/31/2002
05/01/2002 - 05/31/2002
06/01/2002 - 06/30/2002
08/01/2002 - 08/31/2002
09/01/2002 - 09/30/2002
10/01/2002 - 10/31/2002
11/01/2002 - 11/30/2002
12/01/2002 - 12/31/2002
01/01/2003 - 01/31/2003
03/01/2003 - 03/31/2003
04/01/2003 - 04/30/2003
08/01/2003 - 08/31/2003
09/01/2003 - 09/30/2003
01/01/2004 - 01/31/2004
02/01/2004 - 02/29/2004
03/01/2004 - 03/31/2004
04/01/2004 - 04/30/2004
06/01/2004 - 06/30/2004
07/01/2004 - 07/31/2004
08/01/2004 - 08/31/2004
10/01/2004 - 10/31/2004
09/01/2005 - 09/30/2005
10/01/2005 - 10/31/2005
11/01/2005 - 11/30/2005
12/01/2005 - 12/31/2005
01/01/2006 - 01/31/2006
02/01/2006 - 02/28/2006
03/01/2006 - 03/31/2006
04/01/2006 - 04/30/2006
05/01/2006 - 05/31/2006
07/01/2006 - 07/31/2006
10/01/2006 - 10/31/2006
11/01/2006 - 11/30/2006
12/01/2006 - 12/31/2006
Assine o Bonde pelo Bloglines

Dezembro 27, 2005


link permanente para este texto16:30 ..
Dúvida cruel e insolúvel

Nessa época do ano, entre a correria das compras e a das confraternizações, as pessoas dedicam um pouco do seu tempo às reflexões e aos questionamentos. Alguns importantes, outros nem tanto, como a questão da rabanada. Não dou muito crédito a esse papo de astrologia, mas não nego nenhuma das minhas evidentes características de libriano. Uma delas é a tremenda indecisão com coisas pequenas, como cor favorita ou o que escolher num cardápio de um restaurante.

E o problema da rabanada passa por aí. Todo ano é a mesma coisa. Chega o Natal e minha mãe é obrigada pela família a preparar o quitute. E enquanto ela frita, eu como. E nesse momento acredito com todas as forças que a melhor forma de se comer uma rabanada é com ela ainda quentinha, feita na hora. A ceia passa, o dia seguinte chega e logo no café da manhã, rabanada. E dessa vez passo a achar que rabanada boa é rabanada dormida. Mas no fundo não consigo me decidir: fritinha na hora ou amanhecida no dia seguinte?

Parece uma coisa idiota. E é, na realidade. Mas tenho uma sensação meio estranha de não ter certeza de algumas coisas tão simples. Sinto inveja de quem responde de bate e pronto qual seu prato favorito ou qual a cor que mais gosta. Queria poder poupar esse tempo que perco escolhendo entre bobeiras para usar com coisas melhores.

|



Dezembro 22, 2005


link permanente para este texto16:28 ..
Amigo oculto 3 - parte final

Hoje, apesar do olho gordo de uns e outros por aí, chegou ao fim a novela. Finalmente recebi meu presente de amigo oculto. Uma camiseta, bem maneira por sinal. Dessa vez o trauma foi menor e ainda dá para manter minha fé nesse tipo de brincadeira.

|



Dezembro 21, 2005


link permanente para este texto12:06 ..
Amigo oculto 2

Dizem por aí que não se pode elogiar. E foi só eu falar que a maré estava boa para mim nos amigos ocultos que o jogo virou. Por causa da chuva torrencial que caiu ontem no Rio e também pelo fato de ter uma criança recém-nascida em casa, uma das pessoas acabou não comparecendo ao evento. Preciso falar quem foi ela tirou no sorteio?

|



Dezembro 20, 2005


link permanente para este texto12:01 ..
Amigo oculto

Hoje vai rolar o amigo oculto aqui do trabalho. Por aqui o pessoal costuma dar presentes bem legais. Ano passado ganhei um kit muito maneiro, com uma garrafa de cachaça artesanal de Ponte Nova, um Rio Botequim 2005 e uma camiseta do Mussum. Mas nem sempre tive sorte nesse tipo de brincadeira. Lembro-me particularmente de duas ocasiões bem escrotas.

Uma delas foi na confraternização de fim de ano da natação. Tirei um menino e comprei uma caixa com quatro naves que eram uma das coisas mais maneiras da época. Eram meio metálicas e a parte da frente saía. Não lembro o nome. Só que quem me tirou não apareceu. Para não ficar com as mãos abanando, o pessoal do clube preparou uns prêmios de consolação. Para mim ficou um vinil com a história do Saruê astronauta, de Arnaldo Niskier. Detalhe: eu não tinha vitrola em casa na época.

Outra vez foi no amigo oculto da escola. Desta vez tirei uma menina. Minha mãe comprou uma daquelas bonecas chuquinha, que as meninas adoravam. E ainda vinha numa banheira com sabão, esponja e tudo o mais. Quando recebi meu presente, mais uma decepção: um jogo da memória dos snorkels, daqueles bem toscos, com cartas pequenas.

Desde então passei muito tempo pensando que as listas de sugestão de presentes eram melhor saída para este tipo de eventos. Sei que tiram um pouco da criatividade e da graça da brincadeira, mas pelo menos evitam certas frustrações. Ainda mais para crianças. Por sorte, de uns anos para cá a brincadeira voltou a ficar divertida e não tenho do que reclamar. Vamos ver se me dou bem mais uma vez este ano.

|



Dezembro 16, 2005


link permanente para este texto14:11 ..
Sabor de infância

Não sei se tem alguma coisa a ver com essa onda anos 80 que está rolando há algum tempo por aí. Estava lendo no Meio&Mensagem que a Kibon vai relançar sua velha promoção do palito premiado. A empresa vai colocar no mercado três milhões de picolés premiados de dezembro a fevereiro. Lembro muito bem da deliciosa sensação que tinha quando, ao acabar o sorvete, encontrava aquela frase "vale um picolé" escrito no palito. Uma das coisas boas de ser criança é se contentar com tão pouco.

|



Dezembro 15, 2005


link permanente para este texto15:09 ..
O ano dos blogues

Um artigo publicado no ClickZ Network fala sobre o crescimento dos blogues em 2005. Tanto em número como em importância. E o fenômeno é mundial e aqui no Brasil também foi evidente. Um bom exemplo foi o da crise política, que alavancou os sites de vários jornalistas e analistas políticos de grandes veículos tradicionais. Além do mensalão, portais e sites de jornais e revistas investiram em blogues de pessoas famosas, críticos de música e muitos outros assuntos. As empresas também passaram a utilizá-los em seus planos de marketing. Mas no fundo acho que o fato mais relevante nessa história toda foi a volta do Bonde Andando aos trilhos.

|



Dezembro 14, 2005


link permanente para este texto22:29 ..
Reencontros

Encontrar velhos amigos sumidos é sempre bom. Hoje esbarrei no Grave, blog onde meu camarada Daniel Tambarotti palavreia sua verve musical. Trabalhamos juntos há alguns anos, na Globo.com, onde ele segue até hoje. Época boa aquela anterior ao estouro da bolha. A euforia se foi. Ficaram a experiência, os pés no chão e, principalmente, os bons amigos.

|



Dezembro 13, 2005


link permanente para este texto15:45 ..
Ironia do destino

Hoje de manhã foi executado Stanley "Tookie" Williams, líder de uma gangue de Los Angeles nos anos 70 condenado à morte por cometer quatro homicídios. Já na cadeia, ele começou uma campanha pelo fim das brigas entre os jovens. Sua vida virou filme (em cartaz na Rede Telecine) e ele foi interpretado pelo ganhador do Oscar Jamie Foxx. O curioso foi sua última chance de escapar da morte ficar logo nas mãos do governador Arnold Schwarzenegger, o Exterminador do Futuro.

|


link permanente para este texto14:40 ..
Tudo que é sólido se desmancha no ar

Ela tem 1,63m de altura, lisos cabelos negros na altura do ombro, olhos castanhos. Seu nome e Mi, é asiática e suas medidas são 88 de seios, 58 de cintura e 89 de quadril e foi eleita a mulher mais bonita do mundo. Só que do mundo virtual. A beldade (?) binária foi criada pelo japonês Ichi Yoshimoto e desbancou outra modelos de diversos países, inclusive o Brasil, no concurso Miss Digital World. Agora, sem meias palavras, doido mesmo é saber que tem muito marmanjo aí que bate punheta para essas coisas.

|



Dezembro 12, 2005


link permanente para este texto11:50 ..
Dilúvio

Do jeito que chove por aqui, tenho a sensação de que em breve Noé vai bater na minha janela aqui do trabalho e me chamará para entrar na arca.

|



Dezembro 08, 2005


link permanente para este texto14:09 ..
Não morrerás

Em O Bem Amado, novela de Dias Gomes exibida pela TV Globo em 73, o prefeito Odorico Paraguaçu constrói um cemitério em Sucupira. Mas a falta de óbitos na cidade atrapalha os planos do político para a inauguração da obra. Se na ficção o problema era que ninguém batia as botas, na vida real há lugares em que o oposto acontece.

O prefeito de Biritiba-Mirim, Roberto Pereira da Silva (PSDB), enviou à Câmara Municipal um Projeto de Lei proibindo as pessoas de morrer. A cidade, localizada na Grande São Paulo, sofre com a falta de vagas para novos moradores em seu cemitério. O mais interessante da proposta é que ela prevê punição para os infratores. Resta saber se cabe ao céu ou ao inferno a competência para aplicar as coerções.

Segundo o site da prefeitura, a proposta na verdade é um protesto de Roberto para chamar a atenção sobre o problema da lotação do cemitério. Se a tal medida der certo, arrumo minhas coisas e me mudo para curtir minha eternidade por lá.

|



Dezembro 07, 2005


link permanente para este texto14:15 ..
O meu é na pressão

Tem dias em que o trabalho está tedioso ou estressante. Nessas horas dá aquela vontade de levantar e ir tomar um chopinho gelado para relaxar. Como isso custaria o emprego, a solução é contar até dez e esperar o tempo passar. Ou então, simular um pouco do ambiente de boteco dando uma visitada no site da Brahama para jogar vira bolacha. Mas o ministério do ócio adverte: brincar no trabalho pode causar efeitos colaterais indesejáveis.

|



Dezembro 06, 2005


link permanente para este texto19:39 ..
Vai uma tolerância aí?

Acho que depois da China, o Brasil é o país onde mais se copia coisas feitas nas nações ditas desenvolvidas. Se o pessoal lá do outro lado do mundo é especialista em imitar Rolex, canetas Bic e tênis da Nike, por aqui temos uma predileção especial por clonar políticas públicas. A última agora é o programa Copacabana Legal, versão da Polícia Militar do Rio para o Tolerância Zero, aplicado em Nova York durante a admnistração do prefeito Rudolph Giuliani.

O objetivo, segundo matéria publicada hoje n'O Globo, é reprimir os "pequenos delitos". Mas, se levarmos em consideração a declaração do coronel Hudson de Aguiar, comandante da PM, a coisa já começa mal.

- Será uma política de tolerância zero de acordo com nossa realidade. E, para que seja eficiente, é fundamental o apoio da prefeitura e da sociedade - disse o comandante da PM.

De acordo com a nossa realidade!? O que isso quer dizer? Se pegarem um "de menor" cheirando cola e assustando a vizinhança, baixam a porrada. Se pegam um flanelinha, que já tem mais poder de barganha, embolsam a cervejinha e fica por isso mesmo. Se o flagrado for um filinho de papai fumando um baseado, a cerveja vira uísque, mas a liberdade é certa. Pelo visto, a tolerância vai ser um dos produtos mais comercializados nesse verão.

|



Dezembro 05, 2005


link permanente para este texto19:00 ..
O povo não é bobo?

Falando em Rede Globo, vale uma lida nessa crônica publicada na Carta Capital dessa semana. Durante uma reunião de pauta do Jornal Nacional, diante de alguns professores universitários convidados, o apresentador e editor-chefe William Bonner falou sobre o resultado de uma pesquisa que indica o perfil do telespectador médio do programa. Segue um pedaço do texto:

Constatou-se que ele tem muita dificuldade para entender notícias complexas e pouca familiaridade com siglas como BNDES, por exemplo. Na redação, foi apelidado de Homer Simpson.

E aí, você se enquadra nesse perfil?

|


link permanente para este texto14:57 ..
História de taxista (aéreo)
Taxistas adoram falar. É só você entrar no carro que eles começam a puxar papo. Falam de política, religião, futebol, amenidades, mulheres ou qualquer outra coisa. Como são eles que estão com o pé no acelerador e as mãos no volante, não costumo contrariar suas opiniões. Na verdade, procuro não estender os assuntos por pura falta de paciência. Quem nunca ouviu uma história que renderia um filme contada por um deles? Assaltos pirotécnicos, conquistas amorosas e aventuras sexuais com passageiras, fofocas de atores globais. Assunto é o que não falta.

E se os motoristas de praça são assim, imagine que tipo de história contam os pilotos de táxi aéreo. Se os primeiros nos deixam a par de quem está pegando quem na novela das oito, os outros estão por dentro de histórias e causos de abalar a República. Pois uma vez, vindo de van para o trabalho, escutei uma história contada por um deles. O assunto: a briga entre Fernando Collor de Mello e Roberto Marinho, que culminou com o impeachment do então presidente. Bom, vamos aos ?fatos?.

Segundo esse piloto, certa vez ele recebeu a missão de levar o todo poderoso da Rede Globo e o recém-eleito presidente Collor até Brasília. Como o destino era o mesmo, coube ao piloto ligar para os dois passageiros e verificar a possibilidade deles irem juntos numa única aeronave. Ambos aceitaram e se encontraram no hangar da companhia. Enquanto o avião era preparado, dr. Roberto e Collor ficaram juntos numa espécie de sala VIP. Num dado momento, enquanto beliscavam alguma coisa, o Cidadão Kane brasileiro puxou um papel do bolso, entregou a Fernandinho e disse:

- Presidente, essa é uma lista com sugestão de nomes para compor seu ministério.
- Dr. Roberto, agradeço a sua ajuda em minha campanha e sua preocupação, mas no meu ministério eu que escolho os nomes.

A atitude de Collor tirou Roberto Marinho do sério. O velho quase teve um infarto na hora. Saiu da sala bufando, xingando o presidente e dizendo se recusar a entrar no mesmo avião. Estaria aí então o estopim da desavença que gerou a perseguição da maior TV do país ao Caçador de Marajás. Acredite se quiser.

|



Dezembro 01, 2005


link permanente para este texto18:54 ..
Cuidado com a gripe

Em algum momento, uma variante altamente letal e contagiosa do vírus da gripe se espalhará por todo o mundo, levando milhões de vidas - ou talvez apenas milhares. A epidemia global pode ocorrer daqui a poucos meses ou em muitos anos - mas é inevitável.

O texto aí em cima não foi retirado de uma centúria de Nostradamus ou de qualquer outra profecia. Trata-se da abertura de uma matéria publicada na edição brasileira da revista Scientific American. Em certa altura a reportagem chega a falar em milhões possíveis de mortes. Assustador.

Mas será que o risco de uma pandemia de gripe das aves é tão alto assim mesmo? Não estariam os grandes laboratórios farmacêuticos por trás da criação desse clima de terror? Sei lá, esse clima apocalíptico criado em torno dessa gripe do frango misturado com a sensação de desinformação sobre o assunto e com esses tempos de teoria conspiratórias em que vivemos me deixam meio tonto. Só de uma coisa: se esbarrar com uma galinha espirrando, saio de perto.

|


estações passadas