Rafael Ferreira Rosenhayme pegou o Bonde Andando em 3 de outubro de 1978, no Rio de Janeiro. Desde então vem tentando, sem sucesso, assumir o comando da viagem.
Enquanto isto não acontece, costuma trabalhar como analista de marketing, namorar, beber chope com os amigos, ir ao cinema, ler, ouvir música, sair à noite, ir à praia, fotografar e, de uns tempos para cá, colocar no ciberespaço um pouco daquilo que vê pela janela durante o trajeto.
Esta página não pretende tratar do cotidiano deste ilustre desconhecido, mas de suas impressões e opiniões sobre as coisas que acontecem pelo caminho. Para os que decidiram seguir, boa viagem.
rango Tagliolini al nero di sepia con salmone affumicato Da Brambini
livro Bebê: manual do propritário Joe Borgenicht e Louis Borgenicht
livro Paraísos artificiais Charles Baudelaire
cinema O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias Cao Hamburger
cinema Os Infiltrados Martin Scorsese
show New Order Vivo Rio
cinema Volver Pedro Almodóvar
música Gulag Orkestar Beirut
cinema Pequena Miss Sunshine Jonathan Dayton e Valerie Faris
14:03 .. Campanha eleitoral na telona
Chega aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira, cercado de muita expectativa, o novo filme de Michael Moore. Super badalado pela imprensa, vencedor da Palma de Ouro em Cannes e assunto freqüente em rodas de bate-papo, "Fahrenheit 11 de setembro" não decepciona. Também não surpreende. Tudo que se vê na tela é o que se esperava. Senso de humor variando entre o irônico e o ácido, cenas de forte impacto visual e apelo emocional e muitas denúncias. Ou seja, um filme de Michael Moore.
Repetindo a fórmula de sucesso de "Tiros em Columbine" e "The big one", com a única diferença de aparecer menos desta vez, Moore consegue arrancar novamente justos aplausos da platéia. Um ótimo trabalho de pesquisa de dados e imagens - uma das perguntas que se faz durante o filme é: onde ele arruma estas imagens!? -, aliado à edição bem feita, à trilha sonora cuidadosamente selecionada e, principalmente, ao fato de o diretor, ao invés de apelar para a camuflagem da imparcialidade, deixar clara sua posição política.
Esta postura panfletária assumida do filme faz com que seja praticamente impossível falar apenas de "Fahrenheit 11 de setembro". O assunto acaba sempre descambando para política. Mais um ponto para Michael Moore, que consegue atingir seu objetivo na cruzada que vem traçando contra George Bush há algum tempo. Sabendo que sua voz tem eco na maior parte do planeta, Moore se aproveita disso e, como ninguém, "joga para a torcida". Faz o público contrário ao presidente ir ao delírio ao colocar o texano em situações constrangedoras e de saia justa. E aumenta a raiva dos espectadores mostrando os horrores e as tristes conseqüências da guerra, tanto no Iraque quanto dentro do território americano.
Ao fim de cerca duas horas de risos, apertos no peito, reflexões e nós na garganta, a projeção acaba. Mas "Fahrenheit 11 de setembro", não. Este só vai terminar ao fim das eleições de novembro nos EUA. Só então saberemos se teve ou não um final feliz para Michael Moore e para todos que querem Bush fora da Casa Branca. Até lá, em cada exibição e após todas elas, o filme permanecerá cumprindo seu papel de perseguir este objetivo. O documentário já entrou para história quebrando recordes de bilheteria do gênero, resta agora se vai ser lembrado um dia como ?o filme que derrotou o presidente?.
Esta e outras críticas também podem ser lidas no site da Rede Telecine.
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Julho 27, 2004
14:35 .. Malandro é malandro, mané é mané Constantemente tento fugir das generalizações que afirmam que nós brasileiros queremos sempre passar a perna uns nos outros. Faço um esforço otimista para crer que a Lei de Gérson não existe. Infelizmente, a cada dia me deparo com evidências fortes em contrário. A última encontrei hoje, ao ler no plantão online Folha a seguinte notícia:
PF apura fabricação de armas para entrega em campanha
Madeira, cano de ferro e alguns parafusos. Com esse material, já existe gente fazendo arma para entregar à Campanha do Desarmamento. Informações que chegaram à Superintendência da Polícia Federal na semana passada dão conta de que serralheiros estariam começando a fabricar armamentos rústicos com o objetivo de conseguir a indenização, que vai de R$ 100 a R$ 300, dependendo do modelo apresentado.
Um projeto pensado para reduzir o número de armas em circulação no país acaba tendo efeito oposto: fabricam-se armas para se dar bem. Terra de malandros esta nossa. Eles podem até não ser a maioria - e acredito piamente, coma tola sinceridade, que não sejam - mas estão em todos os setores e camadas de nossa sociedade. E fazem um bocado de barulho. |
Julho 12, 2004
15:40 .. Futuro do pretérito
Esta reportagem do texto anterior é um exemplo perfeito da técnica jornalística mais aplicada no momento: a do futuro do pretérito. É impressionante a quantidade de textos que utilizam este tempo verbal. Não sei se é preguiça na hora de apurar ou se é uma artimanha para "tirar o meu da reta" que alguns coleguinhas estão usando.
Nas páginas de esporte a prática é constante. Fulano estaria com tudo acertado com um time de Tegucigalpa. Nas de fofoca também. Beltrana teria sido vista aos beijos com Ciclano em um restaurante chique do Leblon. É a não notícia, ou melhor, uma notícia em potencial, latente, esperando sabe-se lá o que para atualizar. Se o fato tornar-se realidade, quem escreveu recebe as honras do furo. Se não se confirmar a suposição, ela não passou disso, uma suposição. Assim fica fácil. |
12:01 .. Golpe?
Bush teria plano para adiar eleição se EUA sofrer ataque
O governo do presidente americano, George W. Bush, estaria avaliando a possibilidade de adiar as eleições presidenciais se houver um ataque terrorista, segundo notícias veiculadas pela mídia americana.
Para os teóricos da conspiração de plantão, um prato cheio. Nas bolsas de apostas internacionais de catástrofes e tragédias, o burburinho é enorme. A maioria dos palpiteiros colocm todas as fichas na extrema-direita americana. Algo como um Oklahoma 95 revisto e ampliado. Os mais céticos ficam mesmo com Bin Laden e a Al-Qaeda. Correndo por fora, mas também com alguns adpetos, estão as viúvas de Saddam.
11:58 .. Utilidade do Orkut
Para que serve o Orkut? Muita gente tem feito esta pergunta. Do ponto de vista prático, se não servir para mais nada, pelo menos já me rendeu um par de ingressos para o show do Bnegão no Teatro Odisséia. E valeu muito a pena. A banda mandou bem, o som da casa está ótimo e a programação melhor ainda. Uma pena eu ter perdido Graforréia e o Mundo Livre. Mas com certeza volto mais vezes ao local. |