bonde andando
porque tudo na vida é passageiro, menos o cobrador e o motorneiro
o passageiro
Rafael Ferreira Rosenhayme pegou o Bonde Andando em 3 de outubro de 1978, no Rio de Janeiro. Desde então vem tentando, sem sucesso, assumir o comando da viagem.

Enquanto isto não acontece, costuma trabalhar como analista de marketing, namorar, beber chope com os amigos, ir ao cinema, ler, ouvir música, sair à noite, ir à praia, fotografar e, de uns tempos para cá, colocar no ciberespaço um pouco daquilo que vê pela janela durante o trajeto.

Esta página não pretende tratar do cotidiano deste ilustre desconhecido, mas de suas impressões e opiniões sobre as coisas que acontecem pelo caminho. Para os que decidiram seguir, boa viagem.
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Tagliolini al nero di sepia con salmone affumicato
Da Brambini


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Bebê: manual do propritário
Joe Borgenicht e Louis Borgenicht


livro
Paraísos artificiais
Charles Baudelaire


cinema
O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias
Cao Hamburger


cinema
Os Infiltrados
Martin Scorsese


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New Order
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cinema
Volver
Pedro Almodóvar


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cinema
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A noiva estava de preto
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Março 23, 2004


link permanente para este texto15:11 ..
Transporte solidário
Procurando por repercussões sobre os atentados de Madrí acabei chegando ao portal da cidade mineira de Montes Claros. Dando uma navegada rápida pela página, descobri um serviço interessante e, pelo menos para mim, inovador: uma central de caronas. Dei uma pesquisada no google e encontrei alguns outros sites com o mesmo tipo de inciativa. Uma pena que nas cidades grandes não tenha nada parecido com isso.

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Água que passarinho não bebe
Ontem foi o dia internacinal da água. Dei minha contribuição só bebendo destilados o dia todo. É prciso economizar.

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Março 19, 2004


link permanente para este texto17:41 ..
Só faltava essa
Depois de colocar os velhinhos esperando horas em filas, transferiram as filas para nossas casas! Revoltante essa proposta do Ministro Amir Lando, da Previdência Social, de elevar em 3% a alíquota de contribuição do INSS. Primeiro porque não tenho culpa da má gestão e dos rombos da previdência, muito menos dos erros de cálculo para pagamento de benefícios. Não é justo aumentar o desconto no meu salário para pagar a correção aos aposentados, por mais que eles tenham o direito de recebê-la.

Segundo lugar. Não sou trouxa, Zé Mané, Zé Goiaba ou Zé Roela. Alguém acredita que esta "contribuição" será mesmo temporária? Me poupem, esse golpe é velho. Já caímos nele com a CPMF e não seria nada agradável cair de novo. Ainda há o risco de, como aconteceu com o imposto do cheque, o dinheiro nunca ser utilizado para o fim que foi arrecadado. Sinceramente, para quem estava quase saindo no tapa para provar que não haveria aumento de carga tributária por conta das reformas, o governo pisou muito na bola com essa proposta. Espero que o Congresso rasgue esse papel e toque fogo nele o mais rápido o possível.

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link permanente para este texto16:26 ..
Descoberta da semana
Dando uma olhada nas notícias do portal Comunique-se acabei descobrindo o blog do jornalista Geneton Moraes Neto. Nele estão reunidas entrevitsas e reportagens feitas nos trinta anos de carreira dele. Entre os destaques da página estão os papos com Mino Carta, Ivan Lessa, Joel Silveira, Paulo Francis, Ivan Lessa... Muita gente boa. Vale a visita.

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Março 18, 2004


link permanente para este texto18:56 ..
Intolerância
Poucas coisas são mais irritantes do que alguém sentar-se ao seu lado no ônibus quando há vários bancos vazios.

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link permanente para este texto18:46 ..
Baixa os juros!
Além de futebol, agora todo brasileiro entende de taxa de juros. Todo dia seguinte ao anúncio do Copom, é como se o Parreira tivesse convocado a seleção para uma partida das eliminatórias. Na fila do banco, no ônibus, na barbearia ou em qualquer outro lugar, sempre tem alguém dando pitaco. A palavra de ordem é "baixar os juros". Até aí, tudo bem. Também concordo que tem que baixar. Mas a pergunta que não quer calar é: por que?

Desde a campanha eleitoral de 2002 não se fala de outra coisa. Todos os candidatos, de direita ou de esquerda, batiam nesta tecla e, de lá para cá, pouca coisa mudou. Tirando os banqueiros, que lucram muito com a manutenção, todo mundo ainda quer a queda dos malditos juros. Parece até que, se a tal da Selic baixar, do dia para noite nossos problemas acabarão, milhões de empregos surgirão, um paraíso se instalará. O problema é que nenhum veículo de mídia de grande circulação explica, mesmo que de modo bem simplificado - e não simplista -, como a coisa funciona. Por que o jornal nacional não faz uma daquelas séries de reportagem para dar conta dessa demanda? A julgar pelo interesse do povo nas ruas, com certeza a audiência seria grande.

Ao contrário do futebol, que conhecemos desde pequenos, só os iniciados nessa obscura ciência chamada economia têm alguma noção da "dinâmica do processo". Ainda assim, entre eles não há consenso quanto aos rumos, metas, números e práticas. Cada um fala uma coisa, justificando sua opinião com projeções que parecem mais vindas de um oráculo. Pelo menos são estes que ganham espaço para falar para mais gente. De repente são eles que criam esta névoa em torno do assunto, para evitar que consigamos perceber a inutilidade de sua existência.

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Março 16, 2004


link permanente para este texto15:47 ..
Que a Força esteja com você
Por falar em trabalho, quando cheguei aqui pela manhã, fui surpreendido por uma invasão de outro planeta. Como vocês podem ver pela imagem ao lado, recebemos a ilustre visita de Mestre Yoda. Dele e de sua cópia. Bem de acordo com o produto que eles vieram divulgar: Star Wars: Episódio II - O Ataque dos Clones. O filme estréia às 19h do dia 04/04 na programação da Rede Telecine. No Hot Site desenvolvido para a divulgação, além de informações, fotos, wallpapers e promoções, você pode brincar Starfighter, joguinho de nave espacial, inspirado no bom e velho River Raid, que está prejudicando seriamente o rendimento dos funcionários por aqui. Ainda bem que posso usar a desculpa de que estou "testando exaustivamente" o dito cujo.

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link permanente para este texto15:02 ..
Monte sua grade
Semana passada, durante o seminário interno aqui da empresa, a Sky apresentou seu lançamento, o Sky+, um novo decoder que promete mudar um bocado a maneira de se ver TV hoje no Brasil. Com ele você pode montar sua grade de programação que o aparelho se encarrega de gravá-la para você. Ou seja, se você adora Seinfield mas nunca está em casa no horário certo, basta programar o decoder e assistir ao programa quando quiser.

Tudo bem, muitos podem alegar que um vídeocassete já fazia isso. Mas não com 50 horas de programação - pelo menos não na mesma fita - e nem de maneira tão simples. Além disso, o sistema não se regula pelo horário, mas pela grade em si. Caso morra o Roberto Carlos e a Globo extenda o JN até às 22h, não tem problema, a novela não será gravada pela metade por conta disso. Se o telefone toca no meio do jogo do Mengão, basta pausar, atender e depois ver tudo de onde parou. Claro que, no início, uma parcela pequena dos espectadores de TV do país terão assesso à nova tecnologia, mas já é um passo importante para quem trabalha na área de comunicação. A webtv está cada vez mais próxima da realidade.

Para os curiosos por por questões técnicas, as imagens são comprimidas - não sei ao certo o formato - e gravadas em um HD de 80Gb, que no futuro provavelmente terá maior capacidade. Possui um sistema de gerenciador de dados, o que impede que o disco fique lotado e você perca alguma coisa. O áudio é Dolby 5.1. A única coisa que decepciona é que o bichinho ainda tem uma porta USB, mas está desativada. Motivo: questões contratuais. Era pedir demais por enquanto. Ah, pelo mesma razão o aparelho grava também os comerciais.

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link permanente para este texto14:24 ..
Desce outra
Muita água e muita polêmica rolaram depois destes post sobre cerveja. Parece até que o pessoal da Ambev leu minhas reclamações e resolveu juntar as chapinhas com os Belgas. Isso que chamo de marketing voltado para o cliente. Só espero que esse acordo não sirva apenas para trazer a Labatt Blue, uma das piores cervejas que bebi em toda minha vida, de volta ao Brasil. Quanto às outras marcas, tô doido para experimentar.

A outra polêmica sobre o assunto é a do Zeca. Achei o anúncio genial. O sambinha então, até decorei. Muito se tem discutido sobre as questões ético-legais da ação. Houve claramente uma quebra de contrato, que é uma questão especificamente jurídica. No campo da ética, a discussão está em aberto. No primeiro comercial, o da Schin, Zeca mentiu, já que sempre foi de conhecimento público que ele é brahmeiro. Neste novo ele diz que se arrependeu, voltando a sua "paixão". Em xeque está a credibilidade dos testemunhais em propaganda. Ficou claro que artistas mentem por cachê. Sem julgamentos, são ossos do ofício. Roubar protagonista de anúncio da concorrente é ético? Pode-se chegar à conclusão que não. Mas quanto à mentir, desde que sou pequenininho ouço que é errado.

Nizan tem se gabado e ironizado Fisher, que tem bastante razão para estar muito puto, principalmente com Zeca, que meteu essa bola nas costas. Resta agora saber o que o Conar tem a dizer sobre o assunto. No fim acho que as duas ganham um pouco por enquanto, já que não se fala de outra coisa em mesas de bar. Esqueceram até da Luma de Oliveira, que depois de queimar seu filme com filhos inexistentes e bombeiros, foi retirada do ar pela Kaiser. Esta, ao lado da Antártica, sim, são as prejudicadas com a polêmica. Também gastaram uma grana em novas campanhas e ficaram totalmente esquecidas no meio do frenesi. O resultado final disso tudo só vai poder ser visto quando o colarinho baixar. Aí saberemos se alguém ganhou participação efetiva no mercado, se houve prejuízo à imagem de alguma marca, se houve mudança no top of mind, enfim, conheceremos os resultados concretos das campanhas. Enquanto isso, o pessoal da Skol assiste a tudo relaxado, bebendo uma gelada na Ilha Redonda da liderança.

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Março 01, 2004


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Falando em cerva...
Equanto escrevia o texto abaixo, procurei pela internet uma foto da tal Bohemia. Não consegui achar, mas acabei me deparando com este site. Nele você pode encontrar muitas informações sobre cerveja: denominações, receitas, notícias de mercado, artigos técnicos, tipos de copos ideiais para casa cerveja, etc. Só de olhar fiquei bêbado.

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link permanente para este texto18:34 ..
Água no chope
Quando achava que a vida dos amantes da cerveja estava melhorando no Brasil, veio o balde de água fria no meu copo. Pouco tempo atrás, a Bohemia lançou sua super premium, Bohemia Weiss. Feita de trigo, com 5,6% de teor alcoólico, a loura é muito gostosa: encorpada, cremosa, com sabor marcante. A marca já lançara a ótima versão escura para o inverno passado, mantendo a tradição e a qualidade dos tempos em que a sede era em Petrópolis e a cervejaria ainda não pertencia à Ambev. Parecia que para a produção de cervejas de alta fermentação faltava pouco.

Eis que, nas últimas semanas, a Kaiser embarcou na onda Schin e lançou seu novo sabor. Baseados em pesquisas com consumidores - pelo menos é o que eles alegam -, resolveram produzir uma cerveja mais suave. "Foi você que fez" é o conceito da campanha. Eu quem, cara pálida!? Acho que a pesquisa deu um peso maior à opinião do consumidor eventual do que a do "heavy user". Não conheço pessoa alguma que beba com freqÜência e goste de cervejas "suaves". Normalmente só se pede uma dessas quando a grana está muito curta.

A Kaiser ainda não tive coragem - muito menos vontade - de provar. A nova Schin, depois daquela lavagem cerebral toda, acabei experimentando. E não gostando. Mais fraco que Brahma, Skol, Antártica e afins, só água. E se for para beber água suja, prefiro a da bica. Ao menos não dá ressaca.

Claro que tem de haver espaço para este tipo de cerveja mais fraco. Há quem goste. Mas, infelizmente, quem curte mesmo o sabor, a textura de uma cerveja de verdade, vai ter de continuar pagando caro por algumas nacionais com pouca produção ou apelar para as caríssimas importadas.

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