Rafael Ferreira Rosenhayme pegou o Bonde Andando em 3 de outubro de 1978, no Rio de Janeiro. Desde então vem tentando, sem sucesso, assumir o comando da viagem.
Enquanto isto não acontece, costuma trabalhar como analista de marketing, namorar, beber chope com os amigos, ir ao cinema, ler, ouvir música, sair à noite, ir à praia, fotografar e, de uns tempos para cá, colocar no ciberespaço um pouco daquilo que vê pela janela durante o trajeto.
Esta página não pretende tratar do cotidiano deste ilustre desconhecido, mas de suas impressões e opiniões sobre as coisas que acontecem pelo caminho. Para os que decidiram seguir, boa viagem.
rango Tagliolini al nero di sepia con salmone affumicato Da Brambini
livro Bebê: manual do propritário Joe Borgenicht e Louis Borgenicht
livro Paraísos artificiais Charles Baudelaire
cinema O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias Cao Hamburger
cinema Os Infiltrados Martin Scorsese
show New Order Vivo Rio
cinema Volver Pedro Almodóvar
música Gulag Orkestar Beirut
cinema Pequena Miss Sunshine Jonathan Dayton e Valerie Faris
00:22 .. Teoria da conspiração
Metralharam a prefeitura. Seria muita doideira da minha cabeça pensar que poderia ter sido o próprio César Maia? Teria nosso prefeito, pai dos factóides na política nacional, maquiavelicamente tramado este atentado? Não afirmo, mas tampouco duvido. Ele já provou saber lidar com a mídia - bem como usá-la a seu favor - e também ser frio e calculista. Uma raposa velha, muito inteligente.
Lembram quando ele, ainda no comando da cidade, colocou seu pupilo e sucessor Luis Paulo Conde para celebrar a vitória nas eleições municipais de 1996 no Circo Voador com uma bandinha daquelas de coreto justo em dia de show do Ratos de Porão. Obviamente o então futuro-prefeito não foi bem recebido pela galera que lotava o espaço cultural da Lapa. No dia seguinte, o argumento foi utilizado para fechar a casa. Coincidência? Talvez.
Desta vez, de repente por um simples acaso, o presidente Fernando Henrique Cardoso estava no Rio. Desde a semana passada, César Maia vem se oferecendo para pagar horas-extra aos policiais militares para os mesmos aumentarem o patrulhamento das ruas. Agora, depois do incidente, ele surge como o homem que, ao ser "atingido" pelo mal, levanta a voz e cobra medidas urgentes das autoridades federais. Numa tacada só ele aprece, dá uma porrada na política de segurança do governo passado - Garotinho - e do atual - Benedita. Desde já gostaria de dizer que não sou eleitor - e nem fui em 98, quando o primeiro encabeçava a chapa em que a segunda foi vice - de nenhum dos dois. Apenas deixo esta louca, mas possível hipótese no ar.
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Junho 25, 2002
23:38 .. Atitude
Tenho que tomar vergonha e colocar alguma coisa escrita aqui. Isso que acabo de dizer não conta, claro. |