bonde andando
porque tudo na vida é passageiro, menos o cobrador e o motorneiro
o passageiro
Rafael Ferreira Rosenhayme pegou o Bonde Andando em 3 de outubro de 1978, no Rio de Janeiro. Desde então vem tentando, sem sucesso, assumir o comando da viagem.

Enquanto isto não acontece, costuma trabalhar como analista de marketing, namorar, beber chope com os amigos, ir ao cinema, ler, ouvir música, sair à noite, ir à praia, fotografar e, de uns tempos para cá, colocar no ciberespaço um pouco daquilo que vê pela janela durante o trajeto.

Esta página não pretende tratar do cotidiano deste ilustre desconhecido, mas de suas impressões e opiniões sobre as coisas que acontecem pelo caminho. Para os que decidiram seguir, boa viagem.
passatempos
rango
Tagliolini al nero di sepia con salmone affumicato
Da Brambini


livro
Bebê: manual do propritário
Joe Borgenicht e Louis Borgenicht


livro
Paraísos artificiais
Charles Baudelaire


cinema
O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias
Cao Hamburger


cinema
Os Infiltrados
Martin Scorsese


show
New Order
Vivo Rio


cinema
Volver
Pedro Almodóvar


música
Gulag Orkestar
Beirut


cinema
Pequena Miss Sunshine
Jonathan Dayton e Valerie Faris


dvd
O Sétimo Selo
Ingmar Bergman


música
Time Waits
Bud Powell


música
The Sunlandic Twins
Of Montreal


livro
Na volta da esquina
Mário Quintana


tv
A noiva estava de preto
Françoise Truffaut


cinema
Obrigado por fumar
Jason Reitman


passatempos
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Maio 13, 2002


link permanente para este texto01:21 ..
Força maior
Quando não sou eu, a porra do blogger é que resolve atrapalhar o trajeto do bonde. Os dois textos abaixo deveriam estar no ar desde quarta-feira, mas a maldita ferramenta não dava sinal de vida em meu PC e prejudicou a atualização. Depois tenho que ficar escutando dois ou três lunáticos reclamando das poucas inserções. Acho que os donos da ferramenta devem estar querendo forçar uma barra para eu assinar a versão paga, mas, fazendo jus ao sobrenome, não vou colocar a mão no bolso.

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link permanente para este texto01:13 ..
Por falar nisso
A Sony Music começou a fazer sua parte e está vendendo em seu site discos mais baratos. Da Lama ao Caos, do Chico Science e Nação Zumbi, por exemplo, sai a R$ 8,93. Para quem não tem preconceitos com CDs de segunda mão, outra boa dica: o amigo Renato Alexandrino está vendendo alguns dos seus. A lista dos discos pode ser encontrada em seu blog.

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link permanente para este texto00:58 ..
Corsários
Muito se tem falado sobre pirataria nos últimos tempos. Os EUA colocando pressão para que os direitos autorais e de patente sejam mais respeitados aqui na terra brasilis, pauta de matéria especial no Jornal Nacional, várias blitze policiais para apreensão de material falsificado. Muito se tem dito, mas nos casos dos CDs, assunto que vou abordar aqui, pouco se tem feito. Principais interessadas no assunto, as grande gravadoras só têm feito reclamar, mas não assumem sua parcela de culpa e muito menos fazem algo para melhorar. Quantas pessoas podem comprar discos com os proibitivos preços aplicados por elas aqui no Brasil? Nas lojas, poucos CDs podem ser adquiridos com menos de R$ 25,00.

E não são só os lançamentos que custam tão caro. Bob Marley, por exemplo. Os discos do artista jamaicano, que morreu há 21 anos, custam em média 23 pratas nas lojas. Levando-se em consideração que os custos de gravação já foram pagos há tempos, e que cada centavo que ultrapasse os gastos com a produção das bolachinhas, com os direitos autorais - ambos irrisórios - e distribuição é convertido em lucro para as empresas, este preço me parece um tanto absurdo.

Por estas e por outras é que devemos aplaudir atitudes como as da gravadora RCA, que lançou a série 100 anos de música, relançando dezenas de títulos de vários artistas nacionais a preços baixos - cerca de R$ 12,00 nas lojas. Bom pelo preço e também pela oportunidade de aumentar as coleções com discos que até então só estavam disponíveis em vinil e só podiam ser encontrados com muita pesquisa em sebos.

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Maio 06, 2002


link permanente para este texto22:21 ..
Fim de férias?
Chegou num ponto em que não dá mais, tenho que me formar. Para concluir meu curso de Comunicação Social na UFRJ parei até de trabalhar, os horários não permitem. Semana passada fui à ECO (Escola de Comunicação) para me inscrever nas disciplinas. Como sempre, burrocracia. Mas, com muita paciência e força de vontade, consegui resolver tudo. Hoje seria o grande - ?? - dia de voltar às aulas. Sem nenhuma expectativa de novidades, como aquelas que lembro que tive quando calouro - estou mais para dinossauro naquele lugar - cheguei lá com um um objetivo inédito para mim: assitir às aulas.

No prédio, alguns poucos rostos conhecidos me faziam lembrar os velhos e bons tempos. Aos poucos me re-familiariazava com o ambiente. Os longos corredores, vazios como de costume na primeira semana de aula, os jardins, os arcos neo-clássicos, os andaimes. Andaimes!? Exatamente, andaimes que lá não estavam na semana anterior quando fui me matricular. Por uma mera coincidência, o prédio entrou em obra no mesmo dia previsto para o início do primeiro período letivo de 2002 - isto mesmo, em maio. Início das aulas? Ainda sem previsão. Pior de tudo é que o dia foi de chuva aqui no Rio, nem deu para curtir mais um dia de praia. Se os bons tempos de faculdade voltaram não sei, mas que os velhos problemas continuam, disso tenho certeza.

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link permanente para este texto21:55 ..
Fim de férias
Depois de um bom tempo - pouco mais de um mês, vide texto abaixo - sem colocar asneiras e considerações no ciberespaço, voto a movimentar o bonde. Depois de muita praia, uma ou outra viagem, várias saídas noturnas, algumas idas às Paineiras, decreto o fim de minhas férias. Quer dizer, fim parcial, já que tão cedo não venderei minha força de trabalho.

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