Rafael Ferreira Rosenhayme pegou o Bonde Andando em 3 de outubro de 1978, no Rio de Janeiro. Desde então vem tentando, sem sucesso, assumir o comando da viagem.
Enquanto isto não acontece, costuma trabalhar como analista de marketing, namorar, beber chope com os amigos, ir ao cinema, ler, ouvir música, sair à noite, ir à praia, fotografar e, de uns tempos para cá, colocar no ciberespaço um pouco daquilo que vê pela janela durante o trajeto.
Esta página não pretende tratar do cotidiano deste ilustre desconhecido, mas de suas impressões e opiniões sobre as coisas que acontecem pelo caminho. Para os que decidiram seguir, boa viagem.
rango Tagliolini al nero di sepia con salmone affumicato Da Brambini
livro Bebê: manual do propritário Joe Borgenicht e Louis Borgenicht
livro Paraísos artificiais Charles Baudelaire
cinema O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias Cao Hamburger
cinema Os Infiltrados Martin Scorsese
show New Order Vivo Rio
cinema Volver Pedro Almodóvar
música Gulag Orkestar Beirut
cinema Pequena Miss Sunshine Jonathan Dayton e Valerie Faris
23:17 .. Soluções para um mundo moderno
Conversando com duas amigas aqui da redação, chegamos à solução para nossos problemas financeiros: abrir uma fábrica de panelas na Argentina. Com os repetidos "Cacerolazos" que viraram moda nesse país vizinho, acho que realmente vamos ganhar uma grana preta. |
Janeiro 22, 2002
14:56 ..
Fico impressionado como algumas pessoas conseguem escrever tanto em seus blogues. E mais impressionado ainda na quantidade de visitas que elas fazem aos dos amigos. Alguém pode me contar como faço para arrumar tempo para isso??
|
00:02 .. Luto
Foi anunciada hoje a morte da Revista Placar, publicação sobre futebol lançada em 1971, mesmo ano do primeiro Campeonato Brasileiro. Fico triste por perder uma boa fonte de entretenimento e consulta. E mais chateado ainda em ver que a coisa não anda nada boa para os jornalistas. |
Janeiro 21, 2002
23:53 .. Tempo
É disso que estou precisando. A ralação aqui no trabalho está grande, só dá para escrever notinhas como esta. |
Janeiro 17, 2002
02:15 .. Goela abaixo
Primeiro foi a Veja, que dedicou a capa de uma edição à governadora do Maranhão. Em seguida, com o mesmo destaque, a Isto é deu o título de brasileira do ano à presidenciável. Agora é a vez da maior rede de televisão do país fazer campanha para Roseana Sarney, candidata do PFL.
Sutil como um hipopótamo em uma loja de cristais, a Rede Globo faz sua parte para a perpetuação da elite brasileira no poder. Na novela "O Clone", um dos programas de maior audiência da programação, a personagem de Juca de Oliveira - um geneticista, se não me engano - resolve viajar com sua esposa, interpretada pela atriz Nívea Maria. Adivinha qual o destino escolhido pelo casal? O Maranhão, claro. |
01:18 .. Descaso
É só o verão chegar que rapidamente começam a surgir casos de dengue no Rio de Janeiro. Todo ano é a mesma coisa, diante de uma possível epidemia da doença, a Secretaria de Saúde tem a cara-de-pau de dizer que não esperava número tão elevado de casos. Agora, que diversas pessoas já estão hospitalizadas, eles lançam campanha de combate ao mosquito mais famoso por estas bandas: o Aedes aegypti. Por que os fumacês - para quem não conhece, são aquelas caminhonetes que pulverizam inseticida pelas ruas - e os agentes de saúde não foram acionados no início da estação? E por que diabos as pessoas, mesmo depois de anos de campanhas publicitárias educativas, continuam a fazer "criações" de larvas em suas casas? Não dá para entender.
|
Janeiro 13, 2002
21:56 .. Quanto vale um chifre?
Lendo o jornal O Globo neste domingo, me deparei com uma notícia no mínimo curiosa: um dos artigos do novo Código Civil brasileiro prevê pagamento de indenização para quem trair seu cônjugue. Só faltava essa, agora os cornos podem vir a ter direito de receber dinheiro por danos morais. Sinceramente, um retrocesso. Pior que isso, um retrato de uma sociedade que vê no dinheiro uma espécie de cura para todos os males, agora até os sentimentais.
São muitos os motivos que podem levar uma pessoa a trair seu parceio(a). Uns afirmam que, originalmente, o ser humano não é um animal monogâmico, outros dizem que a traição é um desvio causado pelo egoísmo e pela falta de respeito ao próximo. Não vou entrar no mérito da questão, mas de uma coisa tenho certeza: se há dor em ser trocado por outra pessoa, não há dinheiro no mundo que a amenize. E mais, quem tem o direito de cobrar algo de alguém só porque esta pessoa se apaixonou, ou até mesmo teve apenas uma atração rápida por outra pessoa? Ninguém está livre disso, todos sabemos.
E há também de se considerar que, quase sempre, se a "pulada de cerca" acontece, a culpa - detesto esta palavra - não necessariamente é apenas do traidor. Se você procura uma outra pessoa que não aquela com quem você se relaciona, talvez este seu (sua) companheiro(a) tenha também uma parcela de responsabilidade. Tudo bem, alguns podem argumentar aqui que, antes de partir para uma outra, a parte desinteressada do relacionamento deveria dialogar com a outra a fim de solucionar o problema ou encerrar de vez o caso. Concordo, mas de forma alguma posso aceitar que, mesmo agindo de forma teoricamente errada, alguém deva ser punido por dar razão a seus sentimentos, muito menos se a punição vier em forma de multa indenizatória.
Caso a lei seja aprovada, de antemão já levanto uma questão: quanto vale uma transa fora do casamento? Imagino logo uma daquelas peruas bem afetadas conversando com sem marido.
- Mas você foi me trair logo com aquela baranga?! Isso é um ultrage muito grande, quero R$ 100 mil de indenização. Ou então o oposto. - Nossa, essa Luana Piovanni é memo muito mais bonita que eu. Realmente é muito difícil resistir a tamanha beleza. Pode me dar quaisquer mil reais que tá bom. |
Janeiro 11, 2002
17:55 .. Explicação
Como todos que passam por aqui puderam perceber, quase não tenho escrito no Bonde. Comecei a pensar no porquê. Falta de tempo com certeza é um dos motivos, mas não o crucial. Afinal de contas, sempre posso arrumar cinco minutos para dar uma atualizada na página. Comecei a achar então que não tinha assuntos para tratar aqui, mas descobri que esta também não era a causa do problema já que muitas coisas interessantes têm acontecido pelo mundo. Posso estar enganado, mas creio que, enfim, encontrei a resposta.
Estava mesmo era a fim de dar uma sumida. Quando se tem um blog, que normalmente é atualizado diariamente, você se torna uma pessoa muito presente. E foi isso que busquei evitar com este súbito desaparecimento. Às vezes é bom dar uma sumida para as pessoas não encherem o saco da gente.
|
Janeiro 07, 2002
20:16 .. Lapso de memória
Ah, já ia me esquecendo. Feliz Ano Novo para todos. |
17:57 .. Voltei
Depois de um bom tempo sem escrever nada, volto a colocar um pouco de palavras tortas no ciberespaço. Fiquei muito feliz com as mensagens que recebi cobrando mais atualizações durante este período de entressafra de idéias que me abateu. Bom saber que não é só para mim que o bonde não pode parar. |